sexta-feira, 19 de junho de 2020

Prof Willian Izidio Artes 9 F, G


Artes

Atividade destinada ao 9ºF e G
Prof. Willian Izidio
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Segue o texto dessa semana:

Funk no Brasil

O funk chega ao Brasil nos anos 70 e conquista músicos como Tim Maia (1943 -1998) e Tony Tornado (1970). Estes serão os responsáveis por misturar o ritmo funk americano à batida da música brasileira.
Igualmente, o radialista Big Boy (1943-1977) começou a promover os "Bailes da Pesada" no Canecão, no Rio de Janeiro, que neste momento funcionava como churrascaria. Ali tocava-se rock, soul, groove, funk, reunindo a juventude carioca.
Quando os bailes no Canecão chegaram ao fim, Big Boy decidiu torná-los itinerantes e passou a tocar tanto na Zona Sul como na Zona Norte da cidade.
Segundo o DJ Marlboro (1963), a partir daí, aparecem dois tipos de bailes: os de rock e os de música eletrônica, mais ligados ao som "Miami bass", que eram conhecidos também como "baile funk". O nome ficou, embora já não tivesse muita relação com o som original.

O fenômeno do funk carioca

O funk carioca aparece na década de 80. Sua origem é a mistura das batidas eletrônicas do hip hop, da poesia do rap e da habilidade dos DJ's em mesclar batidas repetitivas com a melodia.
A temática das letras está ligada diretamente ao cotidiano da favela ou do subúrbio carioca. Neste sentido, um bom representante desta vertente é o tema "Lá em Acari", de MC Batata, ainda vinculado à estética de Miami.
Nos anos 90, com o aumento da violência urbana e a invasão das favelas por forças policiais, as letras passaram a contar esta realidade, como percebemos no "Rap das Armas". Por outro lado, o funk também foi usado para pedir direitos civis, como está claro em "Eu só quero é ser feliz", ambas de MC Cidinho e MC Doca.
A partir do século XXI, as letras de funk tornaram-se cada vez mais apelativas e erotizadas. Abandonam a estrutura de estrofe e refrão para se resumir a frases de efeito como vemos em "Atoladinha", de Bola de Fogo e Tati Quebra-Barraco; ou "Só as cachorras", do Bonde do Tigrão.
Atualmente, o funk carioca se divide em vários sub gêneros como o funk melody, funk ostentação, funk proibidão e new funk.

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