sexta-feira, 19 de junho de 2020

Prof Willian Izidio Artes 3TA


Artes

Atividade destinada ao 3TA
Prof. Willian Izidio
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Olá alunos, segue o texto para leitura nesta semana

Patrimônio cultural material e imaterial


A cultura de um povo deve ser preservada para que a identidade dele seja mantida. Nesse sentido, a cultura é uma forma de coesão social, ou seja, ela é capaz de unir as pessoas de uma sociedade em torno de um bem comum que é, justamente, a identificação dos membros daquela sociedade com a sua cultura.
O conjunto desses elementos culturais mantidos tradicionalmente pelas sociedades é chamado de patrimônio cultural. Assim como a cultura, o patrimônio cultural pode ser classificado como material ou imaterial.
Para que a cultura brasileira como um todo e de todas as regiões, etnias, povos e estados seja mantida, existe no Brasil uma entidade pública chamada Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Iphan é responsável por identificar elementos culturais tanto materiais quanto imateriais e cuidar para que eles sejam mantidos intactos, além de promover a restauração do patrimônio cultural material.
Fazendo um trabalho parecido com o do Iphan, porém a nível mundial, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) também busca identificar, incentivar e preservar elementos culturais materiais ou imateriais no mundo. Tanto a Unesco quanto o Iphan realizam intensos estudos sobre os elementos que pretendem incluir nas suas listas de patrimônio que deve ser preservado, e essa inclusão é chamada de “tombamento”.

Cultura material e imaterial no Brasil

No Brasil temos vários elementos culturais materiais e imateriais tombados pelo Iphan ou pela Unesco. No Pará ocorre, todos os anos, uma tradição religiosa de vertente católica chamada Círio de Nazaré, na qual há a travessia da imagem de Nossa Senhora do Nazaré, por uma procissão, pela cidade de Belém. O Círio de Nazaré é tombado pelo Iphan como patrimônio histórico cultural imaterial do Brasil.
Na cidade de Pirenópolis, interior do estado de Goiás, ocorre uma tradicional festa católica chamada Festa do Divino Espírito Santo. Como manda a tradição da festa que dura uma semana, nos três últimos dias, há a encenação de uma batalha de cavaleiros, sendo eles representantes dos mouros (muçulmanos) e cristãos nas Cruzadas. A encenação é chamada de Cavalhadas, uma tradição tombada como patrimônio histórico cultural imaterial do Brasil pelo Iphan.
O Iphan também tombou o frevo (tradicional festa carnavalesca pernambucana) e o acarajé (prato típico baiano criado com base nas raízes da culinária africana por negros escravizados no Brasil) como elementos culturais imateriais do Brasil. Além desses, centenas de outros tombamentos foram registrados pelo instituto.
Os mascarados são figuras que animam as Cavalhadas de Pirenópolis.
Como elementos culturais materiais tombados pela Unesco, temos 13 tombamentos de cidades ou partes de cidades brasileiras escolhidas por sua representação artística, arquitetônica e paisagística. São eles:
·         Conjunto da Pampulha – MG;
·         Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de Brasília – DF;
·         Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico da Cidade de Goiás (antiga capital do Estado de Goiás) – GO;
·         Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de Diamantina – MG;
·         Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de Ouro Preto – MG;
·         Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de Olinda – PE;
·         Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de São Luís – MA;
·         Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de Salvador – BA;
·         Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico Congonhas – MG;
·         Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de São Cristóvão – SE;
·         Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de São Miguel das Missões – RS;
·         Conjunto paisagístico do Rio de Janeiro – RJ;
·         Sítios arqueológicos da Serra da Capivara – PI.


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