Artes
Atividade destinada ao 3TA
Prof. Willian Izidio
WhatsApp: 11 943255509
Olá alunos, segue o texto para leitura nesta semana
Patrimônio
cultural material e imaterial
A
cultura de um povo deve ser preservada para que a identidade dele seja mantida.
Nesse sentido, a cultura
é uma forma de coesão social, ou seja, ela é capaz de unir as
pessoas de uma sociedade em torno de um bem comum que é, justamente, a
identificação dos membros daquela sociedade com a sua cultura.
O
conjunto desses elementos
culturais mantidos tradicionalmente pelas sociedades é
chamado de patrimônio cultural. Assim como a cultura, o patrimônio cultural
pode ser classificado como material ou imaterial.
Para
que a cultura brasileira como um todo e de todas as regiões, etnias, povos e estados seja
mantida, existe no Brasil uma entidade pública chamada Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (Iphan). O Iphan é responsável por
identificar elementos culturais tanto materiais quanto imateriais e cuidar para
que eles sejam mantidos intactos, além de promover a restauração do patrimônio
cultural material.
Fazendo
um trabalho parecido com o do Iphan, porém a nível mundial, a Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) também busca
identificar, incentivar e preservar elementos culturais materiais ou imateriais
no mundo. Tanto a Unesco quanto o Iphan realizam intensos estudos sobre os elementos
que pretendem incluir nas suas listas de patrimônio que deve ser preservado, e
essa inclusão é chamada de “tombamento”.
Cultura
material e imaterial no Brasil
No Brasil temos vários
elementos culturais materiais e imateriais tombados pelo Iphan ou pela Unesco.
No Pará ocorre,
todos os anos, uma tradição religiosa de vertente católica chamada Círio de
Nazaré, na qual há a travessia da imagem de Nossa Senhora do Nazaré, por uma
procissão, pela cidade de Belém. O Círio
de Nazaré é tombado pelo Iphan como patrimônio histórico
cultural imaterial do Brasil.
Na cidade de Pirenópolis, interior
do estado de Goiás, ocorre uma tradicional festa católica chamada Festa do Divino Espírito Santo.
Como manda a tradição da festa que dura uma semana, nos três últimos dias, há a
encenação de uma batalha de cavaleiros, sendo eles representantes dos mouros (muçulmanos) e cristãos nas Cruzadas. A encenação é chamada de
Cavalhadas, uma tradição tombada como patrimônio histórico cultural imaterial
do Brasil pelo Iphan.
O Iphan também tombou
o frevo (tradicional
festa carnavalesca pernambucana) e o acarajé (prato típico baiano criado
com base nas raízes da culinária africana por negros escravizados no Brasil)
como elementos culturais imateriais do Brasil. Além desses, centenas de outros
tombamentos foram registrados pelo instituto.
Como elementos culturais
materiais tombados pela Unesco, temos 13 tombamentos de cidades ou partes de cidades brasileiras escolhidas
por sua representação artística, arquitetônica e paisagística. São eles:
·
Conjunto da Pampulha – MG;
·
Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de Brasília –
DF;
·
Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico da Cidade de
Goiás (antiga capital do Estado de Goiás) – GO;
·
Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de Diamantina –
MG;
·
Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de Ouro Preto –
MG;
·
Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de Olinda – PE;
·
Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de São Luís –
MA;
·
Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de Salvador –
BA;
·
Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico Congonhas – MG;
·
Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de São
Cristóvão – SE;
·
Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico de São Miguel
das Missões – RS;
·
Conjunto paisagístico do Rio de Janeiro – RJ;
·
Sítios arqueológicos da Serra da Capivara – PI.
Nenhum comentário:
Postar um comentário