quarta-feira, 8 de abril de 2020

Professora: Lucivânia - Português - 7º A / F / G

Escola Estadual Professor Fernando Buonaduce
Osasco
Ensino Fundamental II
Abril de 2020
Turmas: Sétimos:                   A/F/G
Professor (a): Lucivânia Maia
Disciplina: Português
Período: tarde






Leia a fábula, em seguida copie as questões em seu caderno e responda.
Fábula: O Lobo e o Cordeiro
      
       La Fontaine

Na água limpa de um riacho,
matava a sede um Cordeiro,
quando, saindo do mato,
veio um Lobo carniceiro.

Tinha a barriga vazia,
não comera o dia inteiro.
-- Como tu ousas sujar
a água que estou bebendo?
-- rosnou o Lobo, a antegozar
o almoço. – Fica sabendo
que caro vais me pagar!

-- Senhor – falou o Cordeiro –
encareço à Vossa Alteza
que me desculpeis, mas acho
que vos enganais: bebendo,
quase dez braças abaixo
de vós, nesta correnteza,
não posso sujar-vos a água.

-- Não importa. Guardo mágoa
de ti, que ano passado,
me destrataste, fingindo!
-- Mas eu nem tinha nascido.
-- Pois então foi teu irmão.
-- Não tenho irmão, Excelência.
-- Chega de argumentação.
Estou perdendo a paciência!
-- Não vos zangueis, desculpai!
-- Não foi teu irmão? Foi teu pai
ou senão foi teu avô –
disse o Lobo carniceiro.
E ao Cordeiro devorou.

        Moral da história: Onde a lei não existe, ao que parece, a razão do mais forte prevalece.
   La Fontaine. Fábulas. Trad. por Ferreira Gullar. Rio de Janeiro: Revan, 1997.


Questões:

01 – Onde os animais estavam antes de se encontrarem?
      

02 – Na fábula, o lobo apresenta alguns argumentos para justificar sua ação. Quais são?
  
    
03 – O cordeiro, ao responder ao lobo, procura provar que este estava enganado quanto à acusações que fazia. Procure no texto trechos que comprovem essa afirmação.


04 – Nas fábulas, os animais falam, pensam e agem como seres humanos. Fale um pouco sobre as personagens da fábula lida, dando pelo menos três características de cada uma.
      

05 – Em sua opinião, a leitura do texto permite ao leitor deduzir que, desde o início, o lobo ia devorar o cordeiro de qualquer jeito? Justifique.
   
   
06 – Com base no que você respondeu na atividade anterior, conclua: por que, então, o lobo não devorou logo o cordeiro e ficou justificando o que ia fazer?

     
07 – Pelo diálogo entre as personagens, podemos dizer que o lobo e o cordeiro eram velhos amigos conhecidos? Justifique.


08 – Você acha que o cordeiro respondeu bem a todas as acusações que lhe foram feitas pelo lobo? Por quê?
      (Resposta pessoal)


09 – Mesmo tendo demonstrado que o lobo estava enganado, o cordeiro foi devorado. Por que ocorreu isso?


10 – Pesquise outra fábula de La Fontaine e copie em seu caderno.


Bom estudo!
Profª Lucivânia.

terça-feira, 7 de abril de 2020

Professora: Silvia Siqueira - Língua e Literatura - 3º Termo A

E.E. PROF. FERNANDO BUONADUCE - LÍNGUA E LITERATURA – 3º TA (Prof.ª Silvia Siqueira)
(06/04/2020)

ATIVIDADE PARA COMPREENSÃO DO ROMANTISMO

- Com base no material de pesquisa solicitado inicialmente, leia e responda as questões que seguem:

1 – Que fato ocorrido em 1808, provocou uma série de mudanças que alteraram o quadro político e sócio cultural brasileiro?

2 – Que fato histórico marcante foi resultado de um crescente sentimento nacionalista e anticolonialista? Em que ano isso de seu?

3 – Com que elementos os românticos brasileiros expressavam o sentimento nacionalista?

4 – Que elemento representa as virtudes do homem nacional, o símbolo da raça brasileira, de autoafirmação de nossa nacionalidade e, de certo modo, de oposição ao português?

5 – A partir de que ano e com qual poeta se observa o choque entre os símbolos românticos e a realidade nacional?

6 – Costuma-se dividir os poetas românticos brasileiros em três gerações. Diga quais são pela ordem cronológica.

7 – Mia ou menos à altura da denominada segunda geração romântica, um eminente poeta não teve à época o reconhecimento merecido por criar uma obra que escapava à sensibilidade de seus contemporâneos e que em muitos aspectos os ultrapassava pela criatividade. Segue primeiro livro foi Harpas selvagens (1857). A quem estamos nos referindo?

8 – Faça um quadro com três colunas. No alto da primeira coluna escreva PRIMEIRA GERAÇÃO; no alto da segunda, SEGUNDA GERAÇÃO; e no alto da terceira, TRECEIRA GERAÇÃO. Embaixo de cada coluna escreva a que geração romântica pertencem os poetas:
Castro Alves – Gonçalves Dias – Álvares de Azevedo – Gonçalves de Magalhães – Casimiro de Abreu – Junqueira Freire – Fagundes Varela.

Professora: Silvia Siqueira - Língua e Literatura - 2º anos

E.E. PROF. FERNANDO BUONADUCE - LÍNGUA E LITERATURA – 2º ANO (Prof.ª Silvia Siqueira)
(06/04/2020)

ATIVIDADES
1 – Que ideia fundamental do Romantismo encontramos na seguinte estrofe do Hino Nacional?
“Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte.
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!”
(J. Duque Estrada)

2 – Qual a posição dos românticos em relação à obediência a regras e modelos?

3 – Que estrilos de época precederam o Romantismo?

4 – Identifique a característica romântica predominante em cada um dos seguintes textos:

a)      Eu sei como este mundo ri d’escárnio,
Desde aéreo sonhar da fantasia.
Eu sei... P’ra cada crença de noss’alma,
Ele tem uma frase de ironia...
Ah! Deixai-me guardar o meu segredo:
Desde riso cruel eu tenho medo...
(Castro Alves)

b)      Quem és tu, quem és tu, vulto gracioso,
Que te elevas da noite na orvalhada?
Tens a face nas sombras mergulhada...
Sobre as névoas te libras vaporoso...
(Castro Alves)

Librar: suspender-se , sustentar-se.

c)      Uma noite, eu me lembro... Ela dormia
Numa rede encostada molemente...
Quase aberto o roupão... solto o cabelo
E o pé descalço no tapete rente.
(Castro Alves)



d)      Sonho-me às vezes rei, nalguma ilha,
Muito longe, nos mares do Oriente,
Onde a noite é balsâmica e fulgente
E a lua cheia sobre as águas brilha...
(Antero de Quental)

e)      Por isso, ó morte, eu amo-te e não temo:
Por isso, ó morte, eu quero-te comigo.
Leva-me à região da paz horrenda,
Leva-me ao nada, leva-me contigo.
(Junqueira Freire)

f)      E se eu a vejo nos saraus ruidosos,
C’roada de beleza,
E a sombra da tristeza irresistível
Tingir-lhe o rosto e desdobrar-lhe o riso;
Na mulher, que os outros veem, descubra o anjo
Que as asas d’oiro, que perdeu, lamenta!]
(Gonçalves Dias)

Professora: Silvia Siqueira - Português - 8º F / G

E.E. PROF. FERNANDO BUONADUCE

Língua Portuguesa – 8º F e 8º G – Prof.ª Silvia Siqueira – 06/04/2020

Atividades de Português - Ortografia

1 - Estão corretamente empregadas as palavras na frase:
a) Receba meus cumprimentos pelo seu aniversário.
b) Ele agiu com muita descrição.
c) O pião conseguiu o primeiro lugar na competição.
d) Ele cantou uma área belíssima.
e) Utilizamos as salas com exatidão.
2- Todas as alternativas são verdadeiras quanto ao emprego da inicial maiúscula, exceto:
a) Nos nomes dos meses quando estiverem nas datas.
b) No começo de período, verso ou alguma citação direta.
c) Nos substantivos próprios de qualquer espécie
d) Nos nomes de fatos históricos dos povos em geral.
e) Nos nomes de escolas de qualquer natureza.
3 - Indique a única sequência em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
a) fanatizar – analizar – frizar.
b) fanatisar – paralizar – frisar.
c) banalizar – analisar – paralisar.
d) realisar – analisar – paralizar.
e) utilizar – canalisar – vasamento.
4 - A forma dual que apresenta o verbo grafado incorretamente é:
a) hidrólise – hidrolisar.
b) comércio – comercializar.
c) ironia – ironizar.
d) catequese – catequisar.
e) análise – analisar.
5 - Quanto ao emprego de iniciais maiúsculas, assinale a alternativa em que não há erro de grafia:
a) A Baía de Guanabara é uma grande obra de arte da Natureza.
b) Na idade média, os povos da América do Sul não tinham laços de amizade com a Europa.
c) Diz um provérbio árabe: “a agulha veste os outros e vive nua.”
d) “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incensos e mirra ” (Manuel Bandeira).
e) A Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte, foi ornamentada na época de natal.
6 - Marque a opção em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
a) enxotar – trouxa – chícara.
b) berinjela – jiló – gipe.
c) passos – discussão – arremesso.

d) certeza – empresa – defeza.
e) nervoso – desafio – atravez.

7 - A alternativa que apresenta erro(s) de ortografia é:
a) O experto disse que fora óleo em excesso.
b) O assessor chegou à exaustão.
c) A fartura e a escassez são problemáticas.
d) Assintosamente apareceu enxarcado na sala.
e) Aceso o fogo, uma labareda ascendeu ao céu.
8 - Assinale a opção com que a palavra está incorretamente grafada:
a) duquesa.
b) magestade.
c) gorjeta.
d) francês.
e) estupidez.
9 - Dos pares de palavras abaixo, aquele em que a segunda não se escreve com a mesma letra sublinhada na primeira é:
a)vez / reve___ar.
b) propôs / pu__ eram.
c) atrás / retra __ ado.
d) cafezinho/ blu __ inha.
e) esvaziar / e___ tender.
10 - Indique o item em que todas as palavras devem ser preenchidas com x:
a) pran__a / en__er / __adrez.
b) fei__e / pi__ar / bre__a.
c) __utar / frou__o / mo__ila.
d) fle__a / en__arcar / li__ar.
e) me__erico / en__ame / bru__a.
11 - Todas as palavras estão com a grafia correta, exceto:
a) dejeto.
b) ogeriza.
c) vadear.
d) iminente.
e) vadiar.
12. A alternativa que apresenta palavra grafada incorretamente é:
a) fixação – rendição – paralisação.
b) exceção – discussão – concessão.
c) seção – admissão – distensão.
d) presunção – compreensão – submissão.
e) cessão – cassação – excurção.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Professora: Silvia Siqueira - Português - 8º F / 8ºG

E.E. PROF. FERNANDO BUONADUCE

Língua Portuguesa – 8º F e 8º G – Prof.ª Silvia Siqueira – 03/04/2020

Exercício de Interpretação de texto.

- Leia atentamente o texto que segue abaixo e no caderno responda as questões identificando a data da atividade 03/04/2020 e o título


ESOPO

Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia. Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar a sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:
— Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está á venda no mercado.
— Como? – perguntou o amo, surpreso – Tens certeza do que estás falando? Como podes afirmar tal coisa?
— Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra.
Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos, voltou carregando um pequeno
embrulho. Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para se explicar.
— Meu amo, não vos enganei – retrucou Esopo — A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir. Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos. Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?
— Boa, meu caro – retrucou o amo – Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo?
— É perfeitamente possível, senhor. E com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda Terra.
Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote, semelhante ao primeiro. Ao abri-lo, o amo encontrou novamente pedaços de língua. Desapontado, interrogou o escravo e obteve dele surpreendente resposta:
 Por que vos admirais de minha escolha? Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores, se transforma no pior dos vícios. Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido. Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e
as confusões populares que levam ao desequilíbrio social. Acaso podeis refutar o que digo? – indagou Esopo.
Impressionado com a inteligência invulgar do serviçal, o senhor calou-se, comovido, e, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.
Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da Antiguidade, cujas histórias até hoje se espalham por todo o mundo.
(Autor desconhecido)

- Assinale a alternativa correspondente:

1) Essa narrativa tem como protagonistas:
a- ( ) o amo e o patrão
b- ( ) o chefe militar e o escravo
c- ( ) o companheiro e o patrão
d- ( ) o servo e o escravo
2) A passagem “indagou Esopo” pode ser escrita, mantendo-se o mesmo sentido, como:
a- ( ) respondeu Esopo;
b- ( ) percebeu Esopo;
c- ( ) perguntou Esopo;
d- ( ) assegurou Esopo;
3) Segundo o texto, a língua tanto serve para as virtudes quanto para os vícios do mundo. Como exemplo de virtude e vício, respectivamente, podem-se citar:
a- ( ) ensinamentos filosóficos e conceitos religiosos;
b- ( ) discussões infrutíferas e obras literárias;
c- ( ) rede de intrigas e desentendimentos;
d- ( ) ensinamento das verdades santas e criação de anedotas vulgares;
4) Em “impressionado com a inteligência invulgar do serviçal…”, o adjetivo destacado significa:
a- ( ) rara
b- ( ) medíocre
c- ( ) impopular
d- ( ) respeitosa
5) Em “Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo?”, a oração destacada tem o sentido de:
a- ( ) finalidade
b- ( ) condição
c- ( ) causa
d- ( ) consequência
6) De acordo com o texto, quando a língua é mal utilizada, intrigas e violências verbais podem ser:
a- ( ) confrontadas
b- ( ) armadas
c- ( ) superadas
d- ( ) rejeitadas
7) Em “por ela mesma ensinadas…”, a palavra destacada está no feminino plural em concordância com:
a- ( ) “violências”
b- ( ) “anedotas”
c- ( ) “verdades”
d- ( ) “discussões”
8) Em “Ao abri-lo”, o pronome foi usado para substituir a seguinte palavra:
a- ( ) pacote
b- ( ) amo
c- ( ) primeiro
d- ( ) Esopo
9) O sentido de negação, em determinadas palavras, é dado por prefixos, como em:
a- ( ) “impressionado” e “intrigas”
b- ( ) “infrutíferas” e “desentendimentos”
c- ( ) “desapontado” e “inteligência”
d- ( ) “interrogou” e “ensinadas”
10) Nessa história, a libertação do escravo se deve ao fato de Esopo:
a- ( ) fazer boas compras
b- ( ) ser educado
c- ( ) falar muito bem
d- ( ) ter grande sabedoria
  

domingo, 5 de abril de 2020

Professora: Lucivânia - Português - 7º a/F/G - Atividade 7

Escola Estadual Professor Fernando Buonaduce
Osasco
Ensino Fundamental II
Abril de 2020
Turmas: Sétimos:                   A/F/G
Professor (a): Lucivânia Maia
Disciplina: Português
Período: tarde






Leia o texto atentamente, depois responda as questões.

    Marcus Robô
(Maria Heloísa Penteado)

   Depois de enxuta e vestida, Maruca levou Marcus outra vez para o quarto e ficou a olhar os botões dele, sem saber qual apertar para fazê-lo arrumar a cama. Tentou decifrar o que estava escrito debaixo dos botõezinhos, mas era difícil porque ela ainda não conhecia bem as letras. Isso porque era uma grande preguiçosa. Seus coleguinhas de classe já estavam quase lendo e Maruca era uma das mais atrasadas. E de que outra forma podia ser, se ela não prestava atenção ao que a professora ensinava, e brincava e tagarelava o tempo todo?
        Maruca foi buscar a cartilha e ficou um tempão se esforçando para lembrar tudo o que aprendera na escola. Observou as letras, comparou-as com as letras na barriga do robô, e afinal descobriu que debaixo do botão 21, sem sombra de dúvida, estava escrita, entre outras palavras, a palavra “cama”.
        Até que enfim eu pesquei a palavra que eu queria! pensou satisfeita, apertando o botão 21.
        E foi outro susto. Marcus tornou a agarrar Maruca, tirou toda a roupa dela de novo. Será que ele vai me dar outro banho? pensou a menina, tentando se livrar dos braços metálicos e desligar o robô.
        O que ele fez foi vestir-lhe o pijama.
        -- Me larga, seu burro! Agora não é hora de vestir pijama!
        Mas o robô não obedecia e ela não conseguia desligá-lo de jeito nenhum. Agora estava sendo carregada novamente para o banheiro.
        Chi... Ele vai me dar outro banho frio, e agora vai ser de pijama... Esse robô é louco!
        -- Marcus, me solte, por favor! – Maruca pediu a chorar.
        Ele parecia surdo. Levou-a para a pia, abriu o armarinho, tirou de lá a escova de dentes e meteu-a com jeito na mão de Maruca que se sentiu bem aliviada. Não era banho de pijama, graças a Deus! O que o robô queria é que ela escovasse os dentes.
        -- Eu só escovo os dentes depois do café – informou a menina.
        Porém Marcus não quis saber de conversa. Escovou ele mesmo os dentes dela, e muito bem escovados. Quanto a isso Maruca não podia se queixar.
        Depois tornou a carrega-la para o quarto.
        -- O que você vai fazer comigo? – perguntou Maruca.
        Logo ficou sabendo. Ele meteu-a na cama, cobriu-a até o nariz e ficou ao lado dela trepidando, piscando os olhos vermelhos e cantarolando uma canção de ninar com uma voz muito rouca.
        -- Você acha que eu vou dormir, é? Não vê que é outro dia e que acordei agorinha mesmo? – Maruca pulou da cama, mas o robô agarrou-a ligeiro e tornou a metê-la embaixo dos lençóis.


-- Agora não é hora de dormir, Marcus! Sai de perto de mim! – Maruca levantou-se de novo, mas de novo foi agarrada, colocada na cama e coberta com o lençol.
        Tentou mais uma vez, e de novo foi aquilo.
        Então, que remédio, ficou deitada, quietinha. Mas estava danada. Tenho que desligar esse sujeito de lata, pensou. Mas como? Virou-se devagarinho na cama. Sempre cantarolando, o robô vigilante inclinou-se e cobriu-a melhor.
        É uma perfeita babá. Mas quem está precisando de babá é o meu irmãozinho, não eu! Maruca fechou os olhos e fingiu que estava dormindo, mas espiava o robô entre as pestanas.
        Ele inclinou-se, ajeitou melhor o travesseiro dela e parou de cantar.
        Parou de cantar porque está acreditando que eu dormi, pensou amenina. Então viu o botãozinho verde bem perto do seu nariz e não perdeu tempo. Cric! apertou-o.
        Uf! Afinal conseguiu desligar aquela espécie de babá eletrônica. Marcus ficou parado, de braços caídos, muito quietinho. Só as luzinhas vermelhas continuavam piscando.
        -- Puxa! Você é uma bomba, hein Marcus! Sabe de uma coisa? Nõ estou gostando muito de você! – Maruca empurrou-o para um canto, vestiu-se e foi tomar café.
         Marcus Robô. São Paulo, Pioneira, 1978. p. 10-11.
                  Fonte: Português – Linguagem & Participação, 5ª Série – MESQUITA, Roberto Melo/Martos, Cloder Rivas – Ed. Saraiva, 1999, p. 206-8.

Questões:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:
·        Decifrar: 
·        Tagarelar: 
·        Metálico: 
·        Trepidar: 
·        Danada: 

02 – Observe o seguinte trecho do texto: “Então, que remédio, ficou deitada, quietinha”. Passe-o para a primeira pessoa do singular. Explique em seguida a diferença que o uso da primeira pessoa provoca no texto.


      
03 – Leia esta oração: “Até que enfim eu pesquei a palavra que eu queria!” O que você entende por pescar a palavra?
(Resposta pessoal)
Sugestão:
A expressão indica a ideia de entender, captar o sentido de uma palavra.


04 – Por que Maruca tem dificuldades em operar o robô?


05 – Qual foi o erro de Maruca?

     
06 – Quais as consequências do erro de Maruca?
      

07 – Como Maruca resolveu seu problema?


08 – Faça a caracterização da personagem Maruca, ou seja, descreva como ela é.
      .

09 – Maruca diz que Marcus é “burro”, que ele é uma “bomba”, porque não faz as coisas direito. Você concorda com ela? Justifique sua resposta.
      


10 – O narrador diz que Marcus não obedecia à Maruca, que parecia surdo. Ele está certo?
.


11 – O robô é perfeito, mas Maruca não consegue se entender com ele. O que a autora do texto quis sugerir com isso?



Bom estudo!
Professora: Lucivânia Maia